sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Eu sou uma idiota e cometi um dos maiores erros da minha vida.

Só que eu PRECISAVA cometer esse erro.

Não quero que fiquei claro, ok?

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Somente a ti...

É um inferno a covardia humana. É um defeito nojento, asqueroso.

Odeio cada miserável dia de uma existência assim, covarde. E odeio mais ainda quem a possui. No caso em questão, eu mesma.

Gostaria de poder reprimir em mim tudo o que há de mais frágil e bobo, mas como fazer isso se sempre me olho no espelho como mais uma criaturazinha insignificante e cheia de defeitos?

Eu sei que ele continua lá. E sei como poderia encontrá-lo. Mas falta a maldita coragem. Falta encontrar algum pretexto idiota que justifique uma reaproximação, um scrap ou um e-mail que me coloque de novo ao seu alcance. No máximo uma resposta. Não passa disso.

Será que depois de tanto tempo eu simplesmente não posso esquecê-lo? Será que não seria muito mais fácil viver a minha "vida" sem lembrar a cada segundo de que bastaria vê-lo para que meu coração parasse de bater? E a certeza de sua indiferença eterna já não seria motivo suficiente para que eu o odiasse?

Mas não... talvez tudo isso seja motivo mais do que óbvio para que eu ainda o traga dentro de mim com tanta intensidade, beirando à loucura. Não há um único dia em que acorde e vá dormir sem me lembrar da doçura de seu sorriso e de tudo o que poderia ter sido e não foi. Eu poderia esquecer facilmente tudo o que já ouvi se ele me dissesse apenas sim, com aqueles lábios rosados...

Chega de devaneios... acho que essa história de vampiros que estou lendo anda mexendo demais com a minha cabeça. E tem mais, eu tinha escrito um post imenso, choroso, triste de doer. A internet pifou e eu perdi quase tudo. Chega.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Aurora

Deveria ser um dos títulos da saga "Crepúsculo". Who Cares? É da minha.

Peguei, enfim, meu tão aguardado carrinho. Cheiroso, vermelho, lindo de morrer. Estou adorando curti-lo no banco do carona. Tem sido.... bom.

Tirando isso e a ansiedade passada, venho aqui dizer que estou completamente imersa na tal leitura pop do momento. Como uma adolescente desvairada e sem perspectivas, tenho Edward Cullen povoando meus sonhos dia-a-dia.

Mas tudo tem uma razão e um porque.

Há muito, muito tempo atrás, eu conheci um vampiro.

Larga de ser idiota, Jaqueline! Podem bradar à vontade, mas eu sei o quê e quem me faz pensar assim.

Não sou nenhuma Bella Swan, mas o que eu senti naquela época parece ter saído exatamente de seus pensamentos juvenis, apaixonados e confusos...

O fato é que a descrição é a mesma: um moço muito branco. Gélido. Pálido e encantador, indecifrável, intocável. Misterioso. Com cabelos que não eram propriamente da cor de bronze, nem desgrenhados, eram até cômicos... mas que exerciam algum fascínio sobre mim. Os olhos eram claros. Ao sol, principalmente, tendiam a cor de esmeralda. Acho que não mudavam de tonalidade, mas de "intensidade": às vezes curiosos, às vezes céticos. Às vezes doces ou furiosos. Penetrantes ou indiferentes. Eram lindos...

Não posso dizer que o rapaz era a personificação de Eros, mas ele tinha sim a sua beleza e charme. O suficiente para me paralisar e me deixar sem ar. Sempre e diariamente, até eu não aguentar mais. Sua presença doía. Porque eu sabia que simplesmente não podia tocá-lo. E assim foi durante toda a nossa "história". Ele sorria um sorriso perfeitamente branco, caninos lapidados num pontiagudo que dava medo. Juro! Seus caninos eram sim chamativos.... só agora me vem à mente com mais clareza.

É impossível que não fosse uma dessas criaturas imortais, que fincam estacas de diamante em nossos corações e depois desaparecem, num lampejo de egoísmo e sordidez.

O que ficou daquele tempo foi um desejo imenso do toque que nunca existiu, do afago que jamais aconteceu e da história de amor que nunca vivemos...

Ele só podia ser mesmo um vampiro.

sábado, 24 de outubro de 2009

Descobri que tenho menos de 15 dias para finalizar o TCC que adio há 1 ano e meio.

Resumo da ópera: FODEU.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Rodo cotidiano

Não tem acontecido nada de engraçado esses dias.

Tudo bem, eu sei que não é só o que é engraçado que importa ou deva ser escrito aqui... mas eu prefiro assim: contar coisas cotidianas, simples, comuns, que poderiam ter acontecido com qualquer pessoa, mas que aconteceram comigo e me fizeram rir muito depois.

Ouquei. Já que comecei, vamos ver se sai alguma coisa que preste.

Não adianta nada comprar um carro e não saber dirigir, vocês podem pensar. Mas foi exatamente o que eu fiz. E é o que faço sempre que ponho algo na cabeça. Pra quê saber usar? Eu aprendo depois. Quando quero, quero e ponto. Por quê tô falando do meu carro? Porque estou numa ansiedade do cão pra pega-lo logo.... e não fica pronto! Que coisa! Só porque pedi 6535452134562 acessórios? Deveria ser mais rápido, eu acho.

Ah! Gente... ontem fui numa cliente, gerente de mkt de uma empresa de catracas eletrônicas e apetrechos de segurança. Fui lá cedo - bendito seja o horário de verão (sim, eu gosto muuuuuito dele)!! -, um lugar bizarro e cheio de fábricas. Daqueles em que as pessoas ou passam de carro ou não passam. No meu caso, especificamente, passei. A pé.

No caminho, de paralelelelelelepípedo (palavra linda, não acham?), passei por um viaduto medonho e, dentro dele, carroças de carregar papelão. Medo. E fedor... olho em volta, milhões de moscas enormes vindo em minha direção. Eu rezando pra que nem uma delas pousasse ou pelo menos encostasse em mim... aí vejo um presentinho singelo no meio do meu caminho, só faltou o laço vermelho. Fiz uma pergunta para os meus botões e que agora compartilho com vocês:

POR QUE CARALHOS A MERDA DOS MENDIGOS FEDE MAIS???

Aliás, ela tem um odor particular, único. Parece que todos cagam a mesma merda! É impressionante!! Dizem alguns estudiosos que quanto mais fétida é a merda, mais saudável é seu "expelidor". Juram??? Quer dizer então que mendigos e catadores de papelão tem uma puta alimentação rica em proteínas, balanceada e cheia de coisas nutritivas?? Ah, vão se catar!!

Deixando essa questão de importância global pra outro momento, continuei seguindo o caminho das pedras.

Cheguei na tal empresa. A moça, extremamente simpática, foi me buscar na portaria. Portaria essa que abrigava, em uma das paredes, um relógio de corda IMENSO. Quando eu digo imenso é porque era grande mesmo. Algo em torno de 5 metros de altura por uns 2,5m de diâmetro. Fiquei ali olhando aquela coisa por alguns minutos, até a tal moça chegar.

Elevador panorâmico, super bacanudo. Nem parecia que eu estava naquele pedaço bizarro da Mofarrej.

Me deixou esperando uns 20 minutos. Eu tinha marcado com ela e com o Diretor da empresa, mas o filho da puta teve que ir pra uma reunião.

- Vamos lá, Jaqueline?

Fomos pra sala dela. Conversei, expliquei as novidades do projeto - era uma renovação - fiz alguns comentários, estávamos tentando abrir o site do CREA e o telefone dela tocou. O que segue foi o que ouvi da conversa dela com a outra pessoa do outro lado da linha:

- Oi, tudo bom? Ah sim, você havia comentado da outra vez...

- .........

- Sei, sei... pra novembro, né?

- .......

- Peraí. Quem tá falando???

- .....

- Mas... mas... eu achei que fosse pra novembro! Amanhã?? E as inscrições pela internet??

- .....

- Meu Deus... amanhã não dá, não tenho nada pronto!!

- .......

- É, Fulano.... não sabia que era pra amanhã! Por que vocês não me ligaram antes??

- ................

- Pois então... infelizmente vai ter que ficar pra uma próxima. Pra amanhã não dá mesmo. Me desculpa, mas eu não tenho como fazer tudo isso pra amanhã.

- ..........

- Ok. Obrigada.

A mulher BATEU o telefone no gancho, BATEU o mouse na mesa e gritou:

- TÁ VENDO??? NÃO ENTRA ESSA PORCARIA!!

Os olhos dela cheios de lágrimas, a boca trêmula. Ela CHOROU na minha frente. Isso nunca tinha acontecido com cliente nenhum, magina... eles é que às vezes me fazem querer chorar! Mas isso? NUNCA!

Fiquei perplexa, sem ação. Queria poder ajudar, abraçá-la, falar alguma coisa. Mas o que eu podia fazer? Nem conhecia a criatura, muito menos sabia o que estava acontecendo com ela!

- Calma, Ciclana, calma...

- Ai, Jaqueline, me desculpa... mas é tanta coisa acontecendo... tudo sobra pra mim! Desculpa mesmo... Com essa crise demitiram mais de 200 pessoas... éramos em 5 aqui no mkt, agora só eu!

- Magina, Ciclana! Não precisa se desculpar... fica tranquila... eu sei como é, é complicado mesmo...
Só então entendi o motivo de tanto stress, coitada. Comunicação na crise?? Às favas!

E ela secando as lágrimas com um lencinho de papel. A boca continuava tremendo e a voz super embargada.

- Eu... eu vou ver com meu diretor e te ligo, tá? Não queria te deixar na expectativa, me desculpa mesmo.

- Fica tranquila. Esse é meu celular. Se precisar pode ligar e eu volto aqui. Não fica chateada com nada não... se cuida.

- Ah, obrigada e me desculpa mais uma vez, tá?

Me levou novamente até a portaria e nos despedimos.

Nunca pensei que um dia teria dó de cliente.

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